Se alguém lhe falou que você deveria escrever um diário, espere um pouco antes de torcer o nariz. Pessoalmente, eu sou suspeita para falar — comecei o meu primeiro diário aos 09 anos e não parei mais — embora existam uns hiatos bem consideráveis entre eles e, a maioria com mais de 10 anos tenha ido parar na fogueira (metafórica… Acabaram todos picados mesmo), eu continuo tendo sempre um caderno regular para isso. Alguns duram 05 anos (como o penúltimo), outros duram 2 meses e meio (como o último). Outros, como o da foto desse post, ficaram em branco na estante por 7 anos até eu achar que era a hora dele ser utilizado — não importa! O que importa mesmo é que você tenha um amigo desses para o qual correr na hora do aperto.
Embora possa parecer “coisa de adolescente”, é para os adultos que manter um diário pode ter os melhores resultados. Dúvida?
Em primeiro lugar, um diário é um ótimo lugar para liberar as frustrações de maneira saudável — sem fazer mal a si mesmo, e a ninguém mais. Você pode escrever a barbaridade que quiser, colocar para fora toda raiva e ódio que estiver sentindo e ainda assim o seu diário irá lhe receber sem julgamentos, sem reclamar, sem invalidar suas emoções. Um diário pode não ser tão eficiente como uma sessão de terapia — mas é infinitamente mais em conta e acessível a qualquer momento. Nele, fica mais fácil digerir aquilo que estamos sentindo, e muitas vezes o que começa como um lamento, acaba mudando para um sentimento de como temos diversas coisas a agradecer.Assim como acontece num Bullet Journal, um Diário tradicional tem a capacidade de “encapsular” um pouco da vida — é sempre muito interessante retornar depois de algum tempo, com alguma distância, e ver o que nos afligia seis meses ou seis anos atrás. Às vezes a surpresa é muito boa — vemos que sobrevivemos perfeitamente aos “obstáculos intransponíveis” que a gente tanto lamentava. Em outros, acaba acontecendo o oposto: vemos que já lidamos com um determinado assunto por tempo demais, e é hora de mudar. De uma forma ou de outra, acabamos nos conhecendo melhor.
Um pouco de “Omni Journaling” no seu diário
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| Meu diário atual, depois de 7 anos na fila! (My precious!) |
Caso o problema seja “o medo de ser lido” — recorra ao recurso usado por diversos jornalistas: dê nome fictícios aos personagens principais dos seus relatos. Use metáforas que só você entenda, faça de conta que é o menino do Acre e crie seu próprio código para escrever, que só você compreenda — não importa. O importante é tirar a tempestade da cabeça e colocar no papel.
O que dizem por aí, de um jeito melhor que o meu
Ainda assim não acredita em mim? Então eu sugiro que você faça uma visita a alguns artigos interessantes que eu encontrei online. Quem sabe as opiniões e sugestões dos textos a seguir não levam à inspiração que você precisa para começar com esse ótimo hábito.El País - O hábito saudável de manter um diário pessoal
"Escrever um diário nos faz ter consciência de que somos mutáveis, múltiplos, contraditórios e de que, para viver plenamente, precisamos cuidar de nós mesmos, amar-nos e perdoar-nos."Leia mais em: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/01/15/eps/1547572418_631818.html
A Mente é Maravilhosa - Por que escrever um diário traz bem-estar
"Quando o tempo passa, é sempre interessante voltar a ler o que você escreveu há algum tempo, para ver se você evoluiu, para saber se aquilo que o preocupava foi solucionado, e também para lembrar de como você agiu nos momentos mais difíceis."Leia mais em: https://amenteemaravilhosa.com.br/escrever-um-diario-bem-estar/
Capitolina - Diários: por que e para quem escrevemos
"Outra vantagem de ter diários: você guarda um pouquinho de si mesmo, uma espécie de fotografia falada, seus sentimentos e opiniões de uma época. E aí, você pode se revisitar de vez em quando, ver o que mudou, o que não mudou, uma cápsula do tempo. "Leia mais em: http://www.revistacapitolina.com.br/diarios-por-que-e-para-quem-escrevemos/
“Mas eu não sei mesmo sobre o que escrever!”
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| Fonte: Desafio 30 dias de escrita por Tales Gubes |




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